sábado, 13 de julho de 2013

Escola do Teatro Bolshoi

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única extensão estrangeira do Teatro Bolshoi de Moscou. Completou, em março de 2012, doze anos desenvolvendo arte e cultura com um sentido libertador com consistência de valores e tradição. Atinge as mais variadas classes sociais do país. A missão da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é formar artistas cidadãos, promover e difundir a arte-educação.
Neste ano de 2013, a Escola conta com 350 alunos, sendo 255 dos cursos técnicos e básico e os demais dos cursos de formação continuada. No total o Bolshoi Brasil tem 19 estados brasileiros representados por alunos na instituição, sendo estes alunos 100% bolsistas. Um orgulho para o Brasil e para Joinville, cidade sede. A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é um universo em evolução no propósito da formação artística. Com professores russos e brasileiros a instituição forma bailarinos com a mesma precisão técnica e qualidade artística aplicados na Rússia. O método utilizado é o Vaganova. O grupo de professores da Escola na parte de dança e preparação física é formado por três russos, um ucraniano e dez brasileiros.
Além de ensino gratuito, os alunos da Escola Bolshoi brasileira recebem benefícios opcionais que dependem dos recursos financeiros da Escola, como alimentação, transporte, uniformes, figurinos, assistência social, orientação pedagógica, assistência odontológica preventiva, atendimento fisioterápico, nutricional e assistência médica de emergência/urgência pré-hospitalar. Para isso devem apresentar bom rendimento na Escola Bolshoi e também no ensino médio e fundamental, pois a ausência de boas notas implica na perda da bolsa de estudo no Bolshoi. Os alunos recebem educação, aprendem uma profissão, exercitam responsabilidade e constroem cidadania.
O complexo escolar é formado por salas para aulas de balé, estúdios de música, ateliê, núcleo de saúde, biblioteca, cantina, espaços culturais e dois laboratórios cênicos. Cerca de 6 mil metros quadrados de absoluta dedicação profissional ao ensino. Espaço ideal para formar artistas da dança dentro da metodologia do Teatro Bolshoi. A seleção anual para novos alunos compreende etapas que vão do despertar de jovens e crianças para o mundo das artes, até avaliações médicas e artísticas específicas. São disponibilizadas vagas para os cursos técnicos e básicos da instituição.
A Escola é uma instituição, com personalidade jurídica, de direito privado, sem fins lucrativos mantida pelos chamados “Amigos do Bolshoi”, empresas e pessoas físicas socialmente responsáveis que apoiam o projeto através de serviços prestados pro bono e patrocínios não incentivados ou incentivados por leis de incentivo a cultura municipal, estadual e federal.

Cia. Jovem ETBB

Em 2008 a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil sentiu a necessidade de criar uma Companhia Jovem, para colher os frutos dos talentos desenvolvidos na instituição. A consolidação da Companhia Jovem da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil responde à demanda por crescimento e desenvolvimento da dança no país. O padrão de excelência, que os bailarinos da Cia. Jovem trazem de sua formação, faz com que sejam reconhecidos em todos os seus trabalhos. A proposta da Companhia Jovem ETBB é manter-se ativa em apresentações públicas constantes; seus artistas devem atuar como agentes formadores de plateia e incentivadores de novas vocações.

Cursos

Curso Técnico de Nível Médio em Dança Clássica
(Parecer CEDP nº 188, aprovado em 14/09/2009)
  • Curso Técnico de Nível Médio em Dança Contemporânea
(Parecer CEDP nº 349, aprovado em 29/09/2009)

Matriz Curricular

Dança Clássica; Prática Cênica; Ginástica Específica; Ginástica Acrobática; Dança Popular Histórica; Educação Musical e Rítmica; Repertório; Folclore Brasileiro; Dança a Carater; Dança Contemporânea; Teatro; Piano; História da Arte; Literatura Musical; Dueto; História da Dança; Literatura Musical.

A Escola do Teatro Bolshoi recebe estudantes, professores, bailarinos e público em geral para visitas monitoradas. O público tem a oportunidade de conhecer a história do Bolshoi no Brasil, informações sobre o processo seletivo, audições de novos alunos e todo o funcionamento da instituição. Ao final, é exibido o vídeo institucional que tem duração de quatro minutos. Para a visitação a Escola solicita o valor de R$ 3,00 e R$ 1,50 (meia entrada). As visitas ocorrem diariamente em dois horários 10h30 e 14h30


Abaixo uma lista de eventos da Escola Bolshoi

12\7\13- 15 anos do centreventos do cau hansen 
22\7\13- Escola Bolshoi participará do 31º festival de dança em Joinville 
24\7\13- Audições Bolshoi Brasil
28\7\13 XXXIV congresso brasileiro de ciência do solo.

Anualmente a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil realiza audição e processo seletivo com possibilidade de ingresso para novos alunos para o curso básico de dança clássica e para os cursos técnicos de dança clássica e contemporânea.

Audição
A audição pode acontecer em vários lugares do país e no exterior por meio de convite ou por interesse da Escola Bolshoi. É direcionada para candidatos com conhecimento prévio em dança.

Nesta avaliação é realizada uma aula de balé clássico e dança contemporânea, de acordo com a vaga para qual o candidato está inscrito, e uma avaliação física. São observados o nível técnico, equilíbrio, musicalidade, giros, saltos e elasticidade do candidato, além do uso das sapatilhas de ponta para as meninas que disputam vaga na dança clássica. Todos os anos, no mês de julho, durante o Festival de Dança, a Escola Bolshoi realiza uma audição em Joinville.

Processo Seletivo

A seleção anual para novos alunos compreende etapas que vão do despertar de jovens e crianças para o mundo das artes, até avaliações médicas e artísticas específicas. São disponibilizadas vagas para os cursos técnicos e básicos da instituição, ou seja, para crianças sem conhecimento em dança e para candidatos com conhecimento em dança. 

A seleção é aberta para qualquer pessoa do Brasil ou do exterior, chegando a um índice de 40 candidatos por vaga. O processo seletivo tem procedimento técnico definido e fundamentado, com condições de encontrar futuros talentos e indicá-los a estudar na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.

Para os candidatos de cidades conveniadas com o Bolshoi Brasil, o Processo Seletivo compreende três etapas: Motivacional, Pré-indicação e Seleção. Para os demais candidatos de todo o país ou exterior, que não possuem convênios com a instituição, o Processo Seletivo, efetivamente, é a Seleção.

Confira as três etapas do Processo Seletivo:

A 1ª etapa é Motivacional.
 Mostra o trabalho da instituição e incentiva crianças e adolescentes a fazer parte do universo da dança. A participação dos professores da rede pública e de arte-educadores é fundamental para estimular os futuros candidatos. 

A 2ª etapa é a Pré-indicação. Após a criança ser motivada, através de seus professores ou até mesmo por meio da socialização da dança em formações de plateias, os já candidatos realizam exercícios específicos, administrados por uma equipe da Escola Bolshoi e os com maior potencial participam da última etapa: a seleção.

3ª etapa é a Seleção, que se divide em:
Médico-fisioterápico. Os candidatos passam por avaliação com médicos e fisioterapeutas para atestarem as condições para a prática da dança. São analisadas musculatura, articulações, desvios posturais, habilidades físicas, motoras, sinais vitais (frequência cardíaca respiratória), percentual de massa corpórea e somatotipo. Além de habilidades específicas para o balé clássico, como abertura de quadril (rotação externa) e flexibilidade. 

Artístico-musical e cognitiva. Profissionais da Escola avaliam quesitos de musicalidade, força, projeção cênica e desempenho intelectual dos candidatos.

Audição Cia. Jovem Bolshoi Brasil
A audição para a Cia. Jovem Bolshoi Brasil acontece de acordo com a necessidade da Escola Bolshoi. Sendo necessário o candidato ter conhecimentos em dança clássica e contemporânea e atender a todas as necessidades da instituição. Se o candidato for aprovado será contratado como funcionário da Escola.



Os documentos e formulários necessários para a matrícula e rematrícula dos alunos, para o ano letivo de 2013, depois de preenchidos, devem ser enviados (via correio ou email secretaria@escolabolshoi.com.br) ou entregues à secretaria da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil de 05 a 30 de novembro. No site você encontra os formulários para preencher e imprimir.

Mais informações (47) 3422-4070 Ramal 205.

Abaixo a relação de documentos exigidos para a matrícula e rematrícula dos alunos para 2013.

Documentos e Formulários para Matrícula/2013:
Edital com instruções de matrícula e rematrícula 2013
Ficha de matrícula

Contrato de Prestação de Serviços

Ficha de Saúde
Ficha de autorizações e declarações 2013

Ficha de autorização
Ficha de avaliação Socioeconômica e Familiar
Formulário de medidas meninas
Formulário de medidas meninos

Documentos e Formulários para Rematrícula/2013:
Edital com instruções de matrícula e rematrícula 2013
Ficha de atualização de dados
Contrato de Prestação de Serviços

Ficha de Saúde

Ficha de autorizações e declarações 2013

Ficha de autorização
Ficha de avaliação Socioeconômica e Familiar




 



domingo, 9 de junho de 2013

O Teatro Bolshoi.

O Teatro Bolshoi (em russo: Большой театр - O Grande Teatro) é um edifício histórico da cidade de Moscou (Moscovo), capital da Federação Russa. Foi desenhado pelo arquiteto Joseph Bové (Osip Ivanovich Bové) para abrigar espetáculos de ópera e balé. É sede da Academia Estatal de Coreografia de Moscou, também conhecida como Academia de Balé Bolshoi, Companhia de Balé Bolshoi ou simplesmente Balé Bolshoi, sendo uma das mais antigas e prestigiosas companhias de dança do mundo.
O prédio principal do teatro, reconstruído e renovado diversas vezes em sua história, é um importante ponto turístico moscovita e de toda a Rússia (sua icônica fachada neoclássica é representada na nota de 100 rublos). Em 28 de outubro de 2011, o Bolshoi foi reaberto depois de uma extensa renovação de seis anos que custou cerca de 21 bilhões de rublos (cerca de 680 milhões de dólares americanos). A renovação incluiu a restauração da qualidade acústica original (que foi perdida depois de modificações levadas a cabo durante e época soviética), bem como a restauração da decoração que remonta à estética da Rússia Imperial.
O edifício do teatro foi inaugurado em 1825 no centro de Moscovo, próximo ao Kremlin.

A companhia foi fundada em 1776 pelo príncipe Peter Urussov e Michael Maddox. Depois de três anos a apresentar-se num recinto privado, o Teatro Petrovsky adquiriu-o. Em 1805, um incêndio destruiu o edifício, que foi posteriormente reconstruído.
O Teatro Bolshoi possui uma única filial de sua escola de balé fora da Rússia. A filial situa-se na cidade de Joinville (Santa Catarina), no Brasil.
O arquiteto criador do teatro, o russo Osip Ivanovich Bové, também conhecido como Joseph Bové, também foi o grande reconstrutor de Moscovo depois do Incêndio de Moscovo em 1812. O edifício que hoje se pode ver foi construído em 1825 sobre os restos do Teatro Petrovsky. O teatro foi inaugurado em 18 de janeiro de 1825 com a representação do ballet "Cinderela" do compositor catalão Fernando Sor.

Durante o mês de março de 1776, o príncipe Piotr Uroussov recebeu a permissão da imperatriz Catarina II da Rússia para organizar representações teatrais, concertos e mascaradas. A trupe do Bolshoi foi fundada em 1776 por Pierre Uroussov e Michael Maddox, o seu associado britânico. Inicialmente, a companhia teatral apresentava-se em locais privados, mas em 1780 adquiriu o Teatro Petrovsky na rua Petrovka e começou a produzir peças teatrais e óperas. Desde a sua criação, o Teatro Bolshoi sedia sua companhia de ballet. O Bolshoi tem sido palco de numerosas estreias históricas, incluindo a de 4 de março de 1877 do famoso bailado O Lago dos Cisnes de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, e de várias composições de Sergei Rachmaninoff.
Entre julho de 2005 e outubro de 2011 o teatro esteve em profunda remodelação No início das obras, os técnicos descobriram que a instabilidade do edifício era maior que o esperado, o que fez as obras prologarem-se por seis anos a um custo de cerca de 500 milhões de euros.





quarta-feira, 22 de maio de 2013

Shibu ou A dança do leque


Os leques chineses mais antigos são de 3,000 a 4,000 anos atrás. Os leques chineses de hoje em dia são feitos de diversos materiais, incluindo bambu, seda, penas, folhas e papel pintado ou comum. Leques ornamentais são usados como decoração ou em danças, já os mais simples e mais duráveis são usados no dia a dia.

Danças do leque são geralmente dividas em danças folclóricas e danças clássicas formais. Danças folclóricas incluem a dança kung fu do leque, que às vezes é chamada de dança tai chi do leque. Essas danças adicionam beleza aos exercícios de tai chi chuan ou exercícios de kung fu tradicionais. Danças kung fu do leque são geralmente repletas de estilos de luta, onde leques mais pesados são usados como armas.

Danças clássicas do leque incluem as danças de grupo Han que são apresentadas na frente de um público. A dança do leque chinesa foi levada para o Japão, onde a variante japonesa se tornou um tesouro nacional.

Muitas danças do leque contam estórias, sejam elas apresentadas por apenas um dançarino ou por um grupo. Em alguns casos, as danças eram utilizadas para ajudar a fundir os diversos grupos étnicos da China em um só reino. Danças do leque de um nível elevado geralmente contam estórias tradicionais, enquanto danças do leque com uma orientação folclórica podem ser realizadas simplesmente por sua beleza visual.

m seu primórdio, a dança do leque era usada por concubinas que tentavam seduzir o imperador chinês. Em ocasiões especiais, uma parte do harém imperial ensaiava e fazia uma apresentação da dança do leque. Cada concubina dava o melhor de si para agradar o imperador, com o interesse de possivelmente se tornar a mãe de um filho que potencialmente seria um herdeiro do trono.







domingo, 19 de maio de 2013

Anne Frank: Uma História Para Hoje



Anne frank


Annelies Marie Frank, mais conhecida como Anne Frank (Frankfurt am Main, 12 de Junho de 1929 — Bergen-Belsen, Março de 1945), foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do holocausto, que morreu aos quinze anos de idade num campo de concentração. Ela se tornou mundialmente famosa com a publicação póstuma de seu diário, no qual escrevia as experiências do período em que sua família se escondeu da perseguição aos judeus dos Países Baixos. O conjunto de relatos, que recebeu o nome de Diário de Anne Frank, foi publicado pela primeira vez em 1947 e é considerado um dos livros mais importantes do século XX.
Embora tenha nascido na cidade alemã de Frankfurt am Main, Anne passou a maior parte da vida em Amsterdã, nos Países Baixos. Sua família se mudou para lá em 1933, ano da ascensão dos nazistas ao poder. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, o território neerlandês foi ocupado e a política de perseguição do Reich foi estendida à população judaica residente no país. A família de Anne passou a se esconder em julho de 1942, abrigando-se em cômodos secretos de um edifício comercial.
Durante o período no chamado "anexo secreto", Anne escrevia no diário suas intimidades e também o cotidiano das pessoas ao seu redor. E lá permaneceu por dois anos até que, em 1944, um delator desconhecido revelou o esconderijo às autoridades nazistas. O grupo foi, então, levado para campos de concentração. Anne Frank e sua irmã Margot foram transferidas para o campo de Bergen - Belsen, onde morreram de tifo em março de 1945.
Otto Frank, pai de Anne e único sobrevivente da família, retornou a Amsterdã depois da guerra e teve acesso ao diário da filha. Seus esforços levaram à publicação do material em 1947. O diário, que foi dado a Anne em seu aniversário de 13 anos, narra sua vida de 12 de junho de 1942 até 1 de agosto de 1944. É, atualmente, um dos livros mais traduzidos em todo o mundo.

Infância

 Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929 em Frankfurt am Main, na Alemanha, que, naquele momento, vivia um período político democrático conhecido como República de Weimar. Anne Frank, como ficou conhecida, era a segunda filha do casal Otto Frank (1889- 1980) e Edith Frank-Holländer (1900 - 1945). Margot Frank (1926 - 1945) era a sua irmã, três anos mais velha.Os Frank eram uma família de judeus liberais, que não seguiam todos os costumes e tradições do judaísmo e viviam em uma comunidade de cidadãos judeus e não judeus de várias religiões.3 Edith Frank era a mais devota da família, enquanto Otto Frank estava interessado em atividades acadêmicas e tinha uma extensa biblioteca. Os pais incentivaram as crianças a ler desde cedo.
Em 13 de março de 1933, foram realizadas eleições para o conselho municipal de Frankfurt e o partido nazista de Adolf Hitler sai vitorioso. Manifestações antissemitas ocorreram quase que imediatamente e a família Frank começou a temer o que aconteceria a eles se permanecessem na Alemanha. Mais tarde, naquele mesmo ano, Edith e as crianças foram para Aquisgrano, onde ficaram com a mãe de Edith, Rosa Holländer. Otto Frank permaneceu em Frankfurt, mas depois de receber uma oferta para iniciar uma empresa em Amsterdã, mudou-se para lá a fim de organizar o negócio da vida e arranjar muito dinheiro e acomodações para a família.5 Os Frank estavam entre os cerca de 300 000 judeus que fugiram da Alemanha entre 1933 e 1939.
Edifício de apartamentos onde Anne Frank morou entre 1934 e 1942.
Otto Frank começou a trabalhar na Opekta, uma empresa que vendia um extrato de fruta chamado pectina e encontrou um apartamento na praça Merwede, em Amsterdã. Em fevereiro de 1934, Edith e as crianças chegaram em Amsterdã e as duas meninas foram matriculadas na escola: Margot em escola pública e Anne em uma escola montessoriana. Margot demonstrava habilidade em aritmética enquanto que Anne mostrava aptidão para a leitura e escrita. Sua amiga Hanneli Goslar depois lembrou que, desde a infância, Anne escrevia frequentemente, embora ela não permitisse aos outros que lessem e se recusasse a discutir o conteúdo da sua escrita. As irmãs Frank tinham personalidades altamente distintas: Margot era bem-educada, reservada e estudiosa, enquanto Anne era franca, enérgica e extrovertida.
Em 1938, Otto Frank fundou uma segunda empresa, a Pectacon, que foi uma atacadista de ervas, sais de decapagem e de mistura de especiarias, os quais eram utilizados na produção de salsichas.9 10 Hermann van Pels foi empregado da Pectacon como um especialista em temperos. Ele era um açougueiro judeu, que havia fugido de Osnabrück, na Alemanha, com sua família. Em 1939, a mãe de Edith passou a viver com os Franks e permaneceu com eles até sua morte em janeiro de 1942.
Em maio de 1940, a Alemanha invadiu os Países Baixos e o governo de ocupação começou a perseguir os judeus através da aplicação de leis restritivas e discriminatórias, como o registro obrigatório e posterior segregação. As irmãs Frank iam bem em seus estudos e tinham muitos amigos, mas, com a introdução de um decreto que determinava que crianças judias poderiam se matricular apenas em escolas judaicas, elas tiveram que se matricular no liceu Judaico. Em abril de 1941, Otto Frank tomou algumas medidas importantes para evitar que sua empresa, a Pectacon, fosse confiscada pelo governo por ser uma empresa de propriedade judaica. Ele transferiu suas ações da Pectacon para Johannes Kleiman e renunciou ao cargo de diretor. A empresa foi liquidada e todos os activos transferidos para Gies and Company, comandada por Jan Gies. Em dezembro de 1941, ocorreu um processo semelhante para salvar a Opekta. Os negócios continuaram, apesar desta pequena mudança, e permitiram a sobrevivência de Otto Frank, que passou a ganhar uma renda mínima, mas suficiente para sustentar sua família.

Na manhã de 4 de agosto de 1944, o anexo secreto foi invadido pela Polícia de Segurança Alemã (Grüne Polizei) em consequência da denúncia de um informante que jamais foi identificado. Liderados pelo oberscharführer da Schutzstaffel Karl Silberbauer do Sicherheitsdienst, o grupo incluiu pelo menos três membros da Polícia de Segurança. Anne Frank, sua família, além dos van Pelses e de Pfeffer foram levados para a sede Gestapo, onde foram interrogados e detidos durante a noite. Em 5 de agosto, foram transferidos para a Huis van Bewaring (Casa de Detenção), uma prisão superlotada na Weteringschans. Dois dias depois, eles foram transportados para Westerbork. Aparentemente um campo de trânsito, por esta altura mais de 100.000 judeus haviam passado por tal lugar. Por serem presos em um esconderijo, eles eram considerados criminosos e foram enviadas para o Quartel de Punição para trabalhos braçais.
Victor Kugler e Johannes Kleiman foram presos e encarcerados no campo penal para os inimigos do regime em Amersfoort. Kleiman foi libertado depois de sete semanas, mas Kugler passou por vários campos de trabalho até que a guerra chegasse ao fim. Miep Gies e Bep Voskuijl foram interrogados e ameaçados pela Polícia de Segurança, mas não foram detidos. Eles voltaram para o anexo secreto no dia seguinte, e encontraram os papéis de Anne espalhados pelo chão. Eles guardaram os relatos de Anne, bem como vários álbuns de fotografia de familiares, e Gies resolveu devolvê-los a Anne depois da guerra. Em 7 de agosto de 1944, Gies tentou negociar a libertação dos prisioneiros, oferecendo dinheiro a Karl Silberbauer para intervir no caso, mas ele recusou.

Deportação e Morte

Em 3 de setembro de 1944, o grupo foi deportado para o que seria o último transporte de Westerbork para o campo de concentração de Auschwitz, e chegou após uma viagem de três dias. No caos que marcou o desembarque dos trens, os homens foram forçosamente separados das mulheres e crianças, e Otto Frank foi arrancado de sua família. Dos 1.019 passageiros, 549, incluindo todas as crianças menores de quinze anos foram enviadas diretamente para a câmara de gás. Anne tinha completado 15 anos 3 meses antes, e foi uma das pessoas mais jovens a ser poupada no seu transporte. Eles ficaram cientes de que a maioria das pessoas eram enviadas para as câmaras de gás na chegada, e nunca se soube se o grupo inteiro do Achterhuis sobreviveu a esta seleção. Anne pensou que o pai dela, em meados de seus cinquenta anos, e particularmente não muito forte, tinha sido morto logo depois que eles foram separados.
Com as mulheres não selecionadas para a morte imediata, Anne foi forçada a ficar nua para ser desinfectada; teve sua cabeça raspada e foi tatuada com um número de identificação no braço. De dia, as mulheres eram usadas em trabalhos escravos, e Anne foi obrigada a transportar rochas e rolos de cavar; à noite, eram amontoadas em quartos superlotados. Algumas testemunhas, mais tarde, declaram que Anne tornou-se uma garota acanhada e chorava quando via as crianças sendo levadas para as câmaras de gás; outros relataram que por muitas vezes ela demonstrou força e coragem, e que sua natureza sociável e confiante que lhe permitiram obter excedentes de pão e rações para a sua mãe, irmã e si mesma. Em pouco tempo a pele de Anne ficou infectada pela sarna, uma doença endêmica. As irmãs Frank foram transferidas para uma enfermaria que estava em um estado de escuridão constante, e infestada de ratos e camundongos. Edith Frank parou de comer, salvando cada pedaço de comida para suas filhas e passando a comida para elas, através de um buraco que fez na parte inferior da parede da enfermaria.
Em 28 de Outubro, A SS começou a transferir as mulheres para Bergen-Belsen. Mais de 8.000 mulheres, incluindo Anne e Margot Frank e Auguste van Pels, foram transportadas, mas Edith Frank foi deixada para trás e depois morreu de inanição. Tendas foram erguidas em Bergen-Belsen, para acomodar o fluxo de presos, e como a população aumentou, o número de mortes devido à doença também aumentou rapidamente. Anne encontrava-se brevemente com duas amigas, Hanneli Goslar e Nanette Blitz, que foram confinadas em uma outra seção do acampamento. Goslar e Blitz sobreviveram à guerra e depois descreveram breves conversas que tinham realizado com Anne através de uma cerca. Nanette descreveu que ela estava careca, magra, e tinha calafrios e Hanneli tinha observado que Auguste van Pels foi com Anne Frank cuidar da irmã desta, Margot Frank, que estava gravemente doente. Nenhum deles viu Margot, pois estava fraca demais para sair de seu beliche. Anne disse a Hanneli e Nanette que acreditava que seu pais foram mortos, e por isso não queria mais viver. Hanneli mais tarde descreveu que seus encontros acabaram no final de janeiro ou início de fevereiro de 1945.
Em março de 1945, uma epidemia de tifo se espalhou pelo acampamento e matou cerca de 17.000 prisioneiros. Testemunhas disseram que Margot caiu de sua cama em seu estado debilitado e foi morta pelo choque, e alguns dias depois, Anne morreu também. Eles afirmam que isso ocorreu poucas semanas antes do campo ser libertado por tropas britânicas em 15 de abril de 1945, embora as datas exatas não foram registradas. Depois da libertação, o acampamento foi queimado em um esforço para impedir a propagação da doença, e Anne e Margot foram enterradas em uma vala comum. O paradeiro exato é desconhecido.
Após a guerra, foi estimado que, dos 108.000 judeus deportados da Holanda entre 1942 e 1944, apenas 5.000 sobreviveram. Também foi estimado que 30.000 judeus permaneciam na Holanda, com muitas pessoas auxiliado pelo movimento secreto de resistência holandês. Aproximadamente dois terços deste grupo de pessoas sobreviveram à guerra.
Otto Frank sobreviveu ao confinamento em Auschwitz. Após o término da guerra, ele voltou para Amsterdã, onde foi auxiliado por Jan e Miep Gies a tentar localizar sua família. Ele soube da morte de sua esposa, Edith, em Auschwitz, mas ele manteve-se esperançoso de que suas filhas teriam sobrevivido. Depois de várias semanas, ele descobriu que Margot e Anne também haviam morrido. Ele tentou determinar o destino das filhas de seus amigos e descobriu que muitas tinham sido assassinadas. Susanne Ledermann, frequentemente mencionada em o diário de Anne, foi enviada para uma câmara de gás, juntamente com seus pais, apesar de sua irmã, Barbara, uma grande amiga de Margot, ter sobrevivido. Vários colegas de escola de Anne haviam sobrevivido, assim como alguns membros da família de Otto e Edith Frank, que haviam fugido da Alemanha em meados dos anos 1930, estabelecendo-se na Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.

Anne frank é muito reconhecida hoje em dia além de vários filmes e peças terem como tema anne frank ela já foi homenageada com um ballet o ballet anne frank realizado pela nashiville ballet.

abaixo fotos de anne frank







sábado, 23 de março de 2013

Dança de Salão


Dança de salão refere-se a diversos tipos de danças executadas por um par de dançarinos. As danças de salão são praticadas socialmente, como forma de entretenimento, integração social e competitivamente como Desporto. Alguns dos tipos de dança de salão foram desenvolvidas no Brasil, como, por exemplo: o forró (do Nordeste), o samba de gafieira, o maxixe entre outras.
A Dança de Salão tem origem nos bailes das cortes reais na Europa, tomando forma na corte do Rei Luís XIV, na França. É possível que abraço lateral venha do fato de que, na época, os soldados carregavam a espada no lado esquerdo, como é mostrado nas imagens de Il Ballarino, de Fabrittio Caroso.  Também era evidente a postura clássica, ereta e com o torso fixo, como no balé, que tem a mesma origem.
A dança de casal foi levada pelos colonizadores para as diversas regiões das Américas, onde deu origem às muitas variedades, à medida que se mesclava às formas populares locais: tangona Argentina, maxixe, que deu origem ao samba de gafieira, no Brasil, a habanera, que deu origem a diversos ritmos cubanos, como a salsa, o bolero, a rumba etc.
Nos Estados Unidos, o swing surgiu de grupos negros dançando ao som de jazz no início dos anos vinte. As primeiras danças criadas foram o charleston e o lindy hop. Essas deram origem a vários outros tipos de danças americanas, como o jitterbug, o balboa, o west coast swing e o east coast swing.
No Brasil, oito ritmos são os mais praticados, tanto nos bailes quanto nas escolas especializadas, sendo eles: bolero, soltinho,samba, forró, lambada,zouk, salsa e tango, sendo que ainda podemos encontrar diversas variações destes ritmos.
O soltino pode ser considerado como uma versão brasileira semelhante ao swing chamada soltinho.
Internacionalmente, para fins de competição, o termo dança de salão se restringe a certas danças, de acordo com as categorias --International Standard e International Latin -- definidas pelo Conselho Mundial de Dança (WDC, na sigla em inglês). As danças praticadas nesses estilos são: a valsa lenta (ou valsa inglesa), o tango internacional (diverso do tango argentino), a valsa (também chamada de valsa vienense), o foxtrote e o quickstep (International Standard); o samba (diferente das modalidades de sambabrasileiro), o chachachá, a rumba, o paso doble e o jive (International Latin).

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Dan%C3%A7a_de_sal%C3%A3o



segunda-feira, 18 de março de 2013

Tango

O tango é um tipo musical e uma dança a par. Tem forma musical binária e compasso de dois por quatro. A coreografia é complexa e as habilidades dos bailarinos são celebradas pelos aficionados. Segundo Discépolo, "o tango é um pensamento triste que se pode dançar".O Tango mescla o drama, a paixão, a sexualidade, a agressividade, é sempre e totalmente triste. Como dança é "duro", masculino, sem meneios femininos, a mulher é sempre submissa. O ritmo é sincopado, tem um compasso binário. A síncope é de uma nota tocada no tempo fraco que se prolonga até um tempo forte, o que movimenta a música e desloca acentuação do ritmo.Há diferentes tendências em seu estilo. O tango-canção, tango canyengue, o tango milonga, tango romanzae o tango jazz. Hoje em dia é possível até encontrar estilos como tango rock e electrotango, ou tango eletrônico (o electrotango pode ser conferido nos trabalhos dos grupos Bajofondo e Gotan Project)


Alguns compositores tradicionais do tango:
Alfredo Le Pera
Ángel Villoldo
Aníbal Troilo
Ástor Piazzolla
Carlos di Sarli
Carlos Gardel
Edgardo Donato
Eduardo Arolas
Enrique Santos Discépolo
Francisco Canaro
Gerardo Matos Rodríguez
Hugo del Carril
Julio Sosa
Osvaldo Fresedo
Osvaldo Pugliese
Juan D'Arienzo
Roberto Firpo
Francisco Lomuto

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Tango